Contradições de um trabalho muito especial

Jornal dos ACS e ACE
Publicado em: 18 de junho de 2016 - Visto 492 vezes.
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  • Contradições de um trabalho muito especial

    A profissão de agente comunitário
    de saúde
    foi se estruturando
    influenciada pelas
    propostas internacionais
    para a Atenção Primária à
    Saúde na década de 1970. 
    No Brasil, teve como base
    as experiências de saúde
    comunitária nesta mesma
    época, além da experiência
    no Ceará em 1987.
    Apesar
    de muitas atribuições do
    ACS estarem voltadas para a
    promoção da saúde e a prevenção
    de doenças, sabemos
    que muitas pessoas somente
    procuram os serviços em situação
    de emergência, não
    estabelecendo um vínculo
    permanente com o serviço
    na preservação da saúde.
    Eu acredito que é importante,
    porque é uma maneira da
    gente criar um vínculo com certas
    pessoas que conhecem o posto
    só como uma necessidade de doença,
    de tratar uma doença.
    E
    hoje com o trabalho do agente a
    gente consegue perceber que não
    é só isso… na verdade tu vai
    com o objetivo de trabalhar,
    antes que a doença chegue.
    ACS, Porto Alegre, RS

    O ACS é quem está mais perto das pessoas nos
    territórios, e acaba sendo muito cobrado quanto
    à resolução dos problemas. 
    Mesmo sabendo que
    estes não se resolvem de uma hora para a outra,
    os ACS ficam preocupados e sofrem com estas
    situações.
    Gostaria de saber o que posso ou não prometer para
    a comunidade. Só isso!
    Porque quando algo não
    acontece para quem precisa, somos nós que estamos
    ali e não os políticos e nem os médicos e os enfermeiros.
    Fica muito desagradável conviver com os problemas
    e não poder solucioná-los.
    ACS, Porto Alegre, RS

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    Os ACS com frequência dizem que são “pau
    para toda obra”, por causa da quantidade de
    coisas a fazer. 
    Como entender esse quadro, e
    como enfrentar essa situação?
    E o meu dia a dia é agitado porque nós ficamos
    em várias funções dentro do posto e, onde me
    chamam, eu vou.
    ACS, Rio de Janeiro, RJ


    Vamos pensar…:
    Carla, enfermeira do Rio de Janeiro,
    que já foi ACS, trouxe esta pergunta:
     “Como o agente se sente?
    Como alguém
    que é do serviço e leva as coisas do serviço
    para a comunidade, ou como alguém que é
    morador da comunidade e leva as questões
    da comunidade para o serviço?”
    “Ou…???”

    Fonte: Trecho retirado do Almanaque do Agente Comunitário de Saúde 2014.

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    Sobre o autor:

    Esse post foi publicado em 18 de junho de 2016 por Alexandre Santos.
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