Reflexão sobre as RELIGIÕES: Post do Leitor

Espiritualidade
Visto 60 vezes des de 9 de janeiro de 2013.

As religiões foram legadas ao ser humano, decorrentes dos inúmeros ensinamentos transmitidos por nossos antecessores em face das experiências vivenciadas, a fim de que o homem soubesse relacionar-se com seu Criador e, assim, se submetesse ao Seu infinito poder e, obediente a Sua Lei, usufruísse das maravilhas que Ele dispôs ao proveito da humanidade.

Em face de sua natureza selvagem e belicosa, a humanidade tem nas religiões o freio, a limitação ao ímpeto predador inerente ao ser humano que, muita das vezes, o leva a destruir sua própria espécie a custa do que podemos chamar de nada, o que não acontece entre as outras espécies animais criadas por Deus, as quais também são alvos da sanha predadora do homem.

Através da doutrinação, dos ensinamentos, as religiões buscam incutir no homem, mediante o necessário respeito ao Ser Criador, a essência da Lei do Retorno, eternizada na máxima:

“A cada um segundo as suas obras”, e em conseqüência o temor, não a Deus e sim à Lei que rege toda a humanidade.

Em função disso, as religiões tentam ensinar a humanidade a viver em harmonia e em paz consigo, com os animais e com a Natureza, conforme a vontade do Pai Supremo que aqui nos colocou para sermos felizes, para termos abundância e longevidade.

O propósito das religiões é nobilíssimo, visa à Paz na Terra, visa à harmonia entre as espécies e estas com a Natureza, o que hoje se chama SUSTENTABILIDADE.

E toda religião é boa e é correta, na medida em que fundamentadas na Lei de Deus, seja ela o Catolicismo, o Judaísmo, o Protestantismo, oBudismo, o Espiritismo (CandombléUmbandaKardecismo, etc.), oIslamismo, etc., e que cada uma tem o seus Mestres, seus Profetas, seus Mentores, os quais proferiram suas mensagens para a humanidade e em cujas palavras há um ponto em comum: O AMOR.

Todas as religiões são boas, volto a dizer, ruim é o Homem que, mediante o “poder” adquirido à frente de cada casa religiosa dos diversos segmentos religiosos, interpreta em seu próprio interesse as mensagens dos respectivos Mestres, difundindo rancor e intolerância, acirrando ânimos contra religiões diferentes e seus seguidores, incitando perseguições no afã de mostrar a sua como a melhor religião, ou que seja o único caminho para se chegar a Deus.

Isto não é verdade, pois que, ao longo de minha vida, já tive oportunidades várias de assistir pessoas, de vários seguimentos, tão fervorosas em sua fé mas que não são capazes de devotar um olhar piedoso a um ser menos favorecido, ou que se dedicam às intrigas, à maledicência, às picuinhas em relação a irmãos de fé dentro de seus próprios recintos de adoração.

Oficialmente, pelos registros que vemos na Bíblia, o único povo escolhido por Deus, naquela época, foi o povo de Israel.

De lá para cá, não tive conhecimento de que qualquer outro tenha sido alvo dessa escolha, ao contrário, entendo que a opção passou a ser nossa, eis que, em função de nossas condutas na Terra, não da crença que abraçamos, poderemos gozar da mansidão dos Céus, ou dos sofrimentos do Inferno.

Os Testamentos, os Livros, os Relatos, as Lendas, nos dão conhecimento de inúmeras passagens, diversos acontecimentos, havidos em determinado momento da capacidade de compreensão da humanidade, visando o seu prumo, a sua evolução, e que nos devem servir de parâmetros na vida contemporânea.

A humanidade atual se diz evoluída, mas que evolução é essa quando vemos, diariamente nos noticiários, crimes bárbaros com requintes de crueldade: pais e filhos se matando, jovens incendiando moradores de rua, assassinatos a preço motivados por interesses escusos, genocídios em razão de poder, a priorização do prazer da carne em detrimento da saúde coletiva, a busca incessante pelo sexo desregrado a desarmonizar lares destruindo casamentos, a propagação das drogas a desagregar famílias inteiras.

Evolução não cobra esse preço, isto é involução, pois a humanidade nunca foi tão primitiva como atualmente. Realmente, houve muitos avanços, mas no que tange à tecnologia, às facilidades para a nossa vida, não em termos espirituais, como mostram a arrogância e a intolerância.

Portanto, baseado no fato de que temos cinco dedos em cada mão e que um não é igual ao outro, e que uma impressão digital não guarda semelhança com a outra, saibamos conviver com as diferenças, respeitando a escolha de cada um segundo o seu discernimento, a sua capacidade de assimilação e compreensão dos Mistérios de Fé.

Não usemos a crença como bandeira de guerra, pois que todos buscam a Deus ao seu modo, da forma que aprendeu e isso é o Livre Arbítrio, no qual nem Ele mesmo interfere.

Não é a denominação da religião que faz desta ou daquela pessoa melhor ou pior e sim o seu caráter, a sua essência, a sua capacidade de assimilar e de por em prática o aprendizado que auferiu em sua profissão de fé.

Estas palavras refletem a minha verdade, o meu entendimento, e não têm a pretensão de ser a única verdade, antes resumem um momento de reflexão.

Que Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nossa insubordinação a Sua Lei de Amor.

Texto enviado via e-mail pelo leitor DJALMA F. FILHO que faz sua reflexão pessoal sobre RELIGIÕES.

Autor: DJALMA F. FILHO – Publicado com a permissão do Autor.

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