Xangô – Awó o mistério dos orixás

Orixás
Publicado em: 23 de dezembro de 2012 - Visto 717 vezes.
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    Xangô:

    É considerado um orixá divinizado em razão das lendas que contam sua origem.

    Dizem que Oduduwá teve um filho, Ocambí. este teve 7 filhos que, depois de sua morte, dividiram entre si a herança. O sétimo Oraniã, recebeu a terra e tournou-se rei de Oyó. Ele teve com Yemanjá, 3 filhos: Ajaká (também chamado de Dadá), Xangô e Xapanã.

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    O primogênito, Ajaká, pacífico demais, reinou muito pouco tempo; logo Xangô afastou-o do trono e tornou-se rei de Oyó – Alafim Oyó. Após um reinado tumultuado, ele, que era violento e brigão, desapareceu misteriosamente.

    Xangô é o deus do trovão, das tempestades, do raio; quando ele está com raiva, lança chamas pela boca e incendeia casas:

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    ” Inön gori ilè njô latofá Eledun eneá bajé” O fogo sobe pela casa. Dono da pedra que mata.

    Em sua sacola (labá) Xangô guarda as pedras do raio, edun ará (machados neolíticos), que lança sobre os que o ofendem. Quando o relâmpago cai sobre a terra diz-se que essas pedras caem e ficam enterradas por 7 anos, antes de voltar à superfície.

    Xangô ama a boa comida e a abundância; é cruel, viril, atrevido e gozador:

    Antes de Xangô aparecer, existia um culto mais antigo ligado ao sol, o culto de Jacutá. Esse orixá simbolizava a justiça. a lei, a boa ordem e protegia os inocentes. Embora tivesse um caráter turbulento e violento, Xangô passou a suplantar Jacutá, os dois ficaram confundidos e as características do mais antigo foram assimiladas por Xangô. É a ele que se recorre quando há contestações, controvérsias, processos:
    Xangô lu ekê pá
    Babá tenu mó rê
    Obá gbó
    Obá dé
    Obá jibi

    Ekùn tofoju tanã Ele mata o mentiroso.

    Pai que impõe o direito.
    O grande Rei.
    O rei maduro.
    O rei poderoso.
    Leopardo com olhos de fogo.

    Xangô adora o vermelho, as nozes de cola orobô (Garcinia gnetoides, Guttiferae), os galos vermelhos e os carneiros com chifres grandes.Pode-se tentar refazer a genealogia dos Alafins de Oyó. Oduduá teve 3 filhos: Ogun, Obalufõ (pai de Alayemorê) e Oraniã. Este teve 3 filhos com Iamassê: Ajaká (pai de Aganju), Xangô e Xapanã. Com a morte de Oduduá, Obalufõ tornou-se rei. Seu filho, Alayemorê, lhe sucedeu. Oraniã tirou-o do trono e tomou o poder. Após sua morte, seu sobrinho, Aganju, lhe sucedeu. Afonjá, descendente de Xangô, apareceu bem mais tarde.

    No Brasil, distinguem-se 12 Xangôs:

    • – Ajaká: mais chamado de Dadá
    • – Airá Intilê: veste branco e azul claro. Come pouco dendê. Carrega Oxalá nas costas.
    • – Airá Igbonã: É o fogo vivo. Veste branco, azul claro ou rosa claro, e leva um oxé de prata.
    • – Airá Mofé: Veste só branco e não come dendê; dança coberto com pano branco. carregou o tesouro que Xangô deu como indenização do tempo de cadeia de Oxalufã.
    • – Jacutá: leva um oxé de madeira.
    • – Ogodô: leva dois oxés, é dono do pilão.
    • – Obalubê: não desce; acompanha Bayani na procissão de Yamassê.
    • – Baru: Violento. Não come quiabo: seu amalá é de folhas de língua-de-galinha, e come perto do fogo aceso. Veste couro, roupa escura, pele de leopardo, e leva um oxé de madeira; é ligago á Iroko.
    • – Obakossô: rei do morro de Kosso, perto de Oyó.
    • Existe uma dúvida sobre a personagem de Obakossô, cujo nome seria um título de Xangô. Kosso é um morro situado ao lado da cidade de Oyó. Oba kosso quer dizer: rei do morro que domina Oyó. Por outro lado, quando Xangô desapareceu, contou-se que ele teria se enforcado num acesso de raiva. Seus seguidores desmentiram essa história, dizendo: “Obá Kosso”, o rei não se suicidou.
    • Não se pode esclarecer a verdade.
    • – Olorokê: ligada a Irokô; veste branco;
    • – Afonjá: ligado a Irokô. Leva armas douradas: um oxé e uma lança.
    • – Aganju: veste-se de vermelho e branco, ou vermelho e amarelo. Leva uma lança com coração na ponta e um oxé.

    Fonte: Livro Awó – o mistério dos orixás, 2ª edição de Gisele Omindarewá Cossard

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    Sobre o autor:

    Esse post foi publicado em 23 de dezembro de 2012 por Alexandre Santos.
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